Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Mamã conta uma istóia...

 

Ora há muito, muito tempo atrás existia um menino, chamado David, que gostava de rapipis.

Toda a gente lhe dizia que não existiam rapipis e que era imaginação dele, mas ele insistia que sim, afirmava:

- Um rapipi é uma ave, de canto rapipioso, irrequieta e muito esperta!!

Mas ninguém acreditava.

David continuava a sonhar que um dia teria um rapipi e até fazia desenhos, que afixava nas paredes do seu quarto.

Certa noite, David estava na sua caminha deitado a pensar no momento que acharia um lindo rapipi...

Fechou os olhos e viu uma árvore enorme, tão grande que nem conseguia ver onde terminavam as folhas. Aproximou-se e apanhou um susto!!

-Olá menino David!! Por aqui? - A árvore falava!!

-Mas quem és tu? perguntou o menino.

-Sou a Zuka, a entrada para o País da Brincadeira!

-Woww!! Exclamou o David.

-E posso entrar?

-Mas é claro, quando eu abrir a boca entras, depois vais passar por um túnel, quando a luz voltar terás-te transformado num animal.

-Uauuuu! exclamou o menino

E assim foi, quando a luz voltou, David era um lindo e fofo coelhinho branco.

Foi andando pelas ruas do País da Brincadeira, existiam casas de gelados, carrosséis, muitos parques com baloiços e muitos outros animais que como ele se divertiam muito.

David, o coelhinho, estava a adorar aquele país lindo e como já começava a ter fome, entrou numa loja, mas foi estranho, porque não lhe deram comida, mas sim um tapete.

David ficou muito intrigado com aquilo, mas a vendedora, que era uma tartaruga,  insistiu para que levasse o tapete até ao Parque do Algodão e lá abrisse para comer.

Assim fez.

O Parque do Algodão era lindo, repleto de árvores brancas. No cimo de uma nuvem estava um urso branco de barbas que ao lançar, de um cestinho, um pó brilhante prateado fazia o algodão crescer nas copas das árvores.

O coelhinho branco sentou-se na relva fofa e abriu o tapete, num segundo apareceram vários iogurtes, pãozinho de leite com queijo, leite e bolachas de manteiga. O menino ficou maravilhado e comeu até ficar com a barriguita satisfeita.

Entretanto o urso branco lançou-lhe um pouco daquele pó mágico e o coelhinho ficou com a cabeça cheia de algodão, riram-se muito e o David ficou a saber que o urso se chamava Zambi e a função dele era tornar o Parque do Algodão em algo muito fofo para todos os visitantes.

O coelhinho David despediu-se e foi andando pelas ruas. Cada vez gostava mais daquele pais, todos eram muito simpáticos e adoravam brincar.

Foi andando até que encontrou um lindo vale cheio de todas as flores, de todas as cores iluminadas por um sol radioso e bem no meio do vale estava um animal saltitando alegre por entre um punhado de margaridas.

O David foi ao encontro dele e quando se aproximou teve uma grande alegria. Era um rapipi!!

-Nem acredito que finalmente te encontrei rapipi!!

-Olá David, eu sou o Rapipito, que bom ver-te, como estás?

-Estou bem, estava a gostar muito do teu país e agora ainda mais.

Rapipito sorriu e disse:

-Anda vou mostrar-te tudo.

E correram por entre as flores, viram campos verdes, até que chegaram a um campo muito especial.

O Campo do Dia e da Noite. Era muito giro porque metade era iluminado pelo Sol e outra metade pela Lua e pelas estrelas. O David coelhinho divertia-se imenso ficando com o corpo bem na linha que dividia o campo.

-Olha Rapipito eheheheh

-Olha David tenho o bico na noite e o resto do corpo no dia. Ehehehehe

-David! disse Rapipito.  Vou-te mostrar o meu sitio preferido de todos no mundo.

E foram correndo e saltitando, contando um ao outro, coisas sobre as suas mamãs e seus papás, até que chegaram a um porto, com barcos enormes. Uns eram dourados, outros prateados, todos cheios de brilho.

Num dos barcos dourados estava um cavalo marinho que acenava e gritava:

-Vamos embarcar??

-Naquele David, vamos naquele.

-Onde vamos Rapipito? perguntou  o coelhinho.

-Vais adorar, espera só um bocadinho, o sol está quase a pôr-se e ai podemos ir a um sitío muito especial...

O barco largou a âncora e foi navegando nas águas cintilantes de encontro a um sol majestoso que se punha no horizonte.

Enquanto se aproximavam, golfinhos e outros peixes simpáticos iam aparecendo à tona das águas cumprimentando aqueles dois amigos tão divertidos.

A dada altura os dois meninos avistaram uma estrada cintilante que se erguia do horizonte rumo ao céu estrelado. O barco parecia ter asas e então foi ai que o Rapipito disse:

-Vamos viajar pela Via Láctea Coelhinho David!!

-Uauuu, a sério?!!

O barco baloiçava calmamente numa água de estrelas e peixes dourados.

O céu era uma imensidão que os envolvia e até música havia.

Ficaram assim horas a olhar as poeiras cósmicas, os planetas, as estrelas cadentes que lhes sorriam à sua passagem e os peixes que acompanhavam o barco como se de um carrossel se tratasse.

O coelhinho e o rapipi abraçaram-se e prometeram voltar a repetir aquela experiência fantástica.

Fitando as estrelas, David ouviu uma voz familiar...

-E agora está na hora de dormir pequeno David.

A voz era da mamã, mas a cara era da árvore Zuka. O pequenino sorriu e aconchegou-se nos lençóis repletos de magia e sonho.

 

Dedicado ao meu filho lindo e às histórias que invento para ele.

 

Manefta

 

 

 


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Lobo

 

 

Fez-se da massa orgânica impura,

O ser vivo furibundo na existência.

Que foçou os quatro cantos da terra,

Lançou semente pelo vento e proliferou.

 

Vivendo para sobreviver, esgaçando

Recursos, hipóteses e raças,

Formou a tribo, o clã do bicho.

Na génese da criação eram iguais.

 

Até que a fome e a guerra

Vindos da impureza da matéria,

Os prendeu na matança. Enraizada

na condição de bestas que sempre foram.

 

E não houve dia em que a Terra

Não sentisse a miséria apodrecendo.

Em que o Homem vivesse em paz.

Pois tudo foi motivo para jorrar sangue.

 

E na mente estagnada, o Homem

tornou-se o Lobo dele mesmo.

 

Cresceu e aprendeu as manhas

Da busca do próprio gozo.

E todo o escrúpulo se perdeu engolido

nos gritos mudos enraivecidos.

 

Preparou registos altamente parciais,

De todo o adversário e possível alvo.

Esquecendo o Conhecimento adquirido,

Rejeitou a condescendência e o perdão.

 

 

Ébrio e louco de poder, o Homem

tornou-se no Lobo.

 

 

Manefta

 


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Patrícia

Por vezes percorro-me

em travessias intermináveis.

Procuro em todas

que me completam

e confundem

aquela que as une.

Tão banais e habituais,

como olhar para um espelho,

são as vezes que se

misturam desordenadamente,

a menina, a mulher,

a senhora, a puta,

a feliz, a insatisfeita,

a mãe, a vadia.

Sussurrando-me no ouvido

sensações intensas de deja vu,

de momento nenhum.

Vou revivendo forçada

cada ano de mim,

cada semente que germinou

o produto que sou.

Mergulho no olhar que o espelho me devolve,

reencontrando-me com todas que o olharam

um dia.

Fecho os olhos,  e só escuto ebulições interiores,

não me adianta lutar,

nunca valeu de nada.

Perco-me nas estradas de mim,

sem saber qual o processo que determina,

o meu reencontro com a serenidade idílica.

Aguardo na tortura silenciosa.

Tantos nomes tenho,

com tantas vontades cada um.

Mas um só que me acorda,

me desperta deste Triângulo das Bermudas.

O único nome que expressa

todas que me disputam.

Patrícia, sim Patrícia.

 

Manefta


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Chip Revolution

 

Grande Era a nossa, a melhor de todas quanto a mim.

Onde as batalhas são cerebrais e a perspicácia vence os demais.

Não durmas na sombra da tv, pois se é só isso que vês,

Vais descobrir que tudo foi desperdício de tempo e perda de latim.

 

 

Bela época esta, em que a informação fica entupida na retina.

Vivemos atulhando nos ouvidos aquilo que nos vão dando,

Seguindo sonâmbulos as ideias forjadas, diluídos pelos bandos.

Defende o sonho e a utopia, lê conquistas e magia, usa como vacina.

 

 

É chegada a hora, para alguns, da revolução mental. Acorda!

Prepara-te para o dia a dia, não fiques na sombra do que poderia.

Armazena ideias, busca informação, não aceites o que odeias.

Une-te ao que desprezas, se disso necessitas, isso pouco importa.

 

 

Era da sapiência por excelência, das mentes em efervescência.

Descobre, investiga, pede por mais, busca, não esperes que te diga,

Que o único mundo que podes mudar, é o que está dentro de ti a rebentar

Abre bem os sentidos, não esperes pelos amigos, gera consciência.

 

 

Ninguém nasce imune ao meio, não há retorno, não tenhas receio.

É luta sem armas de fogo, onde a violência já não deveria mover o povo.

Fundamental este ritual mental, deixa a tua semente em cada crente.

Bombardeia os parados, não te juntes aos escravos, evoluir é o meu anseio.

 

 

Acorda o guerreiro, as palavras são a nossa munição, neste tiroteio.

Ziguezagueia entre os obtusos, faz da tua religião arma que faça falar mudos.

Cada cérebro é um terminal de operações, capaz de manobrar multidões.

Cada Homem uma tropa, batalha do chip foi o que restou, e tu, és o herdeiro.

 

 

Manefta

 

 

 

 


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Movimento Sideral

A Terra gira deliciosamente no seu eixo.

Caiem por terra clãs, doutrinas e impérios.

Diariamente medos e sonhos são tomados,

Substituídos por outros rostos, outras vozes.

 

Glórias de poeira cintilante...

A terra girando, nada a pode parar.

 

Num ciclo celeste de transmutações,

Hábitos e horários são empurrados,

Para outras direcções,

Credos e verdades são encerrados.

 

Alguns sucumbem na desistência, mas..

A terra girando, nada a pode parar.

 

Vícios que se renovam, lugares que se mostram.

Tudo em nosso redor interagindo

E modificando, as vontades de uns,

Para as de outros poderem crescer.

 

Ciclos orgânicos, de ascensão e poder...

A terra girando, nada a pode parar.

 

Eras repetidas, em diferentes fases,

Vividas na sofreguidão, da diferença.

Com outros interesses, outras ambições,

Mais fortes, somadas com as anteriores.

 

Mudanças de prioridade e direcção,

apenas porque...

A Terra girando, nada a pode parar.

 

 

 

Manefta


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ReNascida

 

Entre a vigília e o sono observei,

Os ecos nostálgicos de sensações vividas e reflexões existenciais.

Uma amálgama imperfeita entre o ser e o nada.

 

Sentindo toda uma biografia apodrecer dentro de mim,

Seleccionando os impossíveis,

Esquecendo-os e abrindo um novo horizonte, pleno de possíveis.

 

Absorvo, pela que parece a última vez,

Este revolto mar de perdas.

Sempre evitei naufragar a célula que me deu a origem.

 

Mas se o parentesco dos corpos, não significa harmonia das almas...

Porque não afundar de uma vez esta fonte cruel, num surto quase canibal,

Purificador, catártico ?

 

Nos recônditos desta caverna biológica, que é a consciência humana,

O bem e o mal entram em ebulição, cozinhando e matando

na caixa craniana bactérias mórbidas, atrofiando medos e saudades.

 

Num esforço desesperado de verdadeiras sobreviventes,

De quem estava presente desde o inicio, reviram-se, entupindo artérias,

Paralisando os membros, inundando o sistema imunológico.

 

Dá-se o inicio da passagem.

Do nada a negativo...

 

E então sinto o odor fétido moribundo da minha própria carne,

Os orgãos falidos, a visão do paraíso oxidando a córnea

E toda uma festa macabra se inicia, sem que a possa travar.

 

Não o desejo mais...

 

Traças esvoaçam num voo morno em torno da fragilidade, 

Microorganismos fúnebres dão inicio à decomposição do meu corpo,

Reclamando a carne cansada dos fluxos repetitivamente torturantes.

 

Vermes, larvas percorrem este cárcere corporal, que toda a vida foi demasiado apertado,

Para me auto sentenciar a penas perpétuas.

Nesta batalha cerebral do zero para menos, cremei quimeras espalhando o que sobrou.

 

Cultivei a inocência embrionária, mas hoje tudo isso foi entregue ao aniquilamento.

Por todos os insultos cerebrais, por todos os furtos da minha real essência,

Entreguei até à última partícula o ser aprisionado, escravo dessa vitrine mórbida.

 

A vida em todo o seu esplendor e processos químicos, sangra-me mas não mata.

Dessa purificação dolorosa surge um novo ser, que em nada lembrará a condenação anterior.

 

Ergo-me sem as algemas desta prisão emocional, caminhando serena,

Em direcção ao imenso horizonte pálido, carregando de frescura toda a nova existência.

Livrando-me do preconceito, pronta para dar e receber.

 

Uma nova alma, um novo aconchego, sem necessidade ou expectativa de indulgência.

A vida na sua infinidade tão relativa, leve como a manhã que acaba com o pesadelo.

Renascida, é como me encontro, custou mas aqui estou!

 

 

 

Manefta

 


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Deus vos Pague

Ai mamã e papá...por esta vida, pelo pão que ganhei,

e o chão que já me viu dormir.

Pelas anedotas que se repetem e finjo que não sei.

Pela vossa autorização para cantar, dançar e sorrir,

 

Deus vos pague...

 

Pelo irracional sempre habitual.

Pela graçola e pelo Benfica.

Pela notícia de ontem e pelo Iglésias no Natal...

Pelo feitio que nunca abdica,

 

Deus vos pague

 

Pelo mês de Agosto, pelas Terças e Quintas.

Pelo amor malfeito depressa,

Que eu já espero que desmintas.

Pelos Domingos de fé, pensando na vizinha, confessa!

 

Deus vos pague...

 

Agradeço ter chegado aqui.

Ter conhecido quem conheci.

Os sons, os sabores,

os cheiros e os valores.

Aquilo que comigo nasceu e ainda não me foi tirado.

Nunca ter passado pela dor de vos perder.

Ter vivido para o meu filho conhecer!

E ter amado...

 

Deus vos pague,

 

Que eu...agradeço!

 

 

Manefta


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Armadilha

 

Porque me provocas se na realidade, não passa disso?

Já pensaste que te posso apanhar na saída,

Enquanto brincas, enquanto jogas perto do abismo?

Desafio-te a vermos quem vai ganhar a partida!

 

Divertes-te ignorando que cada acção provoca uma reacção.

Era fácil de ver que isto acabava, um dia...

E agora escondes-te? Estou cada vez mais perto, e então

Acaba o teu jogo e começa o meu, com a tua agonia!

 

Acode ao teu deus e conta só com ele, ergue preces,

Porque amanhã já é tarde. Não penses se mereces!

Porque hoje brincas como se estivesse longe o dia,

Mas é nas curvas que te apanho, deliciada.

Porque é como eu queria...

 

É rapaz...isto era uma armadilha...

 

 

Manefta

 


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Amor à primeira vista

 

Não sei se sabes que o sistema nervoso central está em constante interacção com o meio. Recebe informação e processa distribuindo pelos diferentes componentes.

Nervos sensoriais que transportam a mensagem a um centro nervoso chamado espinal medula, activando os seus mecanismos de conexão,  elaborando a resposta que será conduzida pelos nervos motores, que por sua vez activam os mecanismos de recepção no corpo.

Na espinal medula, esse cordão de nervos dentro da minha coluna vertebral, passam as mensagens em direcção ao cérebro e deste aos meus músculos e glândulas, que por sua vez originam reflexos. Respostas involuntárias e  por vezes arrebatadoras. Ai a mente faz uma série de considerações, porque algo em mim se moveu e eu simplesmente não detectei. Busco em todos os ficheiros tábua de salvação a que possa recorrer. As funções vitais tendem a acelerar ritmos, numa dinâmica entre o bolbo raquidiano e a espinal medula.

Ai sinto-me perturbada, desinquietada do meu aparente sossego. E presto-te atenção... Unido ao meu cortéx cerebral, o tálamo retransmite as informações visuais, auditivas e tácteis, e  no avelamento da amígdala sinto-me dócil ao observar-te. Pergunto-me o que se estará a passar, afinal de contas só chegaste perto com esse jeitinho safado, falaste pouco e bem, mas ainda assim não o suficiente para me impressionar. Mas então porque tenho a circulação sanguínea a mil ?

Um pequeno número de núcleos sob o tálamo, ligados à hipófise, chamado de hipotálamo inicia a regulação, entre outras, da temperatura e do meu sistema límbico.

Levanto-me em direcção a ti, divertes-te curioso, nas pontas dos dedos que te tocam surge a conversão das mensagens relativas à sensibilidade táctil no córtex sensorial.

Sinto-me no limbo de sensações várias, com a área pré-frontal descoordenada, torno-me incapaz de prever ou deliberar, ou sequer desejar fazê-lo.

No meu sistema endócrino e em todas as suas interacções começa-se a produzir o gozo que a situação me trás e na hipófise, minha glândula mestra, as hormonas revolvem-se lânguidas, enviando-te sinais orgânicos de prontidão e vontade.

As supra renais segregam adrenalina e as glândulas sexuais iniciam actividade através das estimulinas produzidas pelo lóbulo anterior, o corpo está pronto. Neste processo de segundos uma revolução química se deu.

Códigos hormonais que se ajustam, numa explosão de alquimista, dançando entrelaçados, brincando e gozando dos corpos escravos dessa poção mágica.

Amor à primeira vista...ou ciência ?

 

 

Manefta


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Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006

Primavera

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A Primavera a chegar, faz-me sempre lembrar

Dos tempos de criança em que lhe dava as boas vindas,

Sentindo o vento dançar-me na face

E inspirava aqueles aromas doces longínquos

de uma Primavera saudosa.

Para mim tudo sempre foi musica.

Nos pequenos insectos, nas árvores imponentes

Que pareciam segredar-me mistérios da humanidade,

Imperceptíveis para os meus ouvidos.

Nas flores, nos raios de sol que me iluminavam os caracóis,

Tudo eram notas delicadas e preciosas da minha melodia.

Tive que caminhar sozinha algum tempo.

E consegui!

Dentro de mim guardei, bem protegido

Estas sinfonias interiores,

Que me fazem vibrar e continuar.

O tempo passa demasiado rápido,

Uma vida não chega, dizem!

Mas de que esperamos afinal? Quantos anos se precisa

Para dar um salto no nosso Infinito?

Em direcção a um horizonte pincelado

De todas as cores aromáticas,

De todas as melodias de Vivaldi.

 

Eu estou pronta para saltar e tu?

 

Para quê lembrar agora das cicatrizes?

Dos momentos em que tudo estava ausente,

Onde me encontrei apenas comigo

E fiz de mim a minha maior aliada.

Quero relembrar essas manhãs ensolaradas,

Que me trazem de volta a quem hoje sou.

E ali no pontinho mais azul, mais reluzente,

Está o meu Infinito.

A minha vida, aquela que tracei.

Veio a mim, como sempre a imaginei,

Só tenho que me entregar de braços abertos

 

E saltar! Estás pronto?

 

Com a infinidade de coisas que posso ser ou fazer,

Todas ao alcance dos meus dedos,

Reluzindo delicadas à espera que as tome,

Não tenho mais medo, o tempo que é só meu

Só me dura esta vida, não tenho mais receio.

Dá-me a mão pois chegou o momento,

 

De saltar!

Manefta

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4 estações

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Descubro em ti,

A magia de novas cumplicidades.

Em cada caricia tua,

Renovam-se me os sentidos,

Em sensações de serão à lareira.

Num calor doce aconchegante.

 

Descubro em cada aroma teu,

em cada cheiro de sono,

a serenidade, a quietude

da branca manhã de Primavera.

 

Nos teus olhos acordados de sonhos,

Revejo-me em praias de areia fina,

Tomada no calor dos Verões,

Levada pelas marés.

 

Delicio-me nos passeios de mãos dadas,

Saboreando o ar a castanhas.

Em saber-te a meu lado,

Em cada cair da folha.

 

Olhos nos olhos devolvo-te a sedução.

Roubo-te os sentidos na carícia,

No beijo.

De estação em estação

Vou descobrindo em nós ,

O prazer das cumplicidades.

 

 

Manefta

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Procurei e encontrei-te

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Procuro-te incessantemente nos escombros do meu ser.

Nem sei qual de ti procuro, se o amante, se o amigo.

Encontrar-te era o que queria, mas temo que venha a perder.

Receio que descobrir-te, venha vazio, sem o antigo abrigo.

 

Curo as minhas feridas, como fera amansada.

Receio que nesta ausência de verbo, algo se perca.

Olho-te dizendo que só quero ser amada,

Mas não te agito, compreendo o que mudará na certa.        

 

Espero-te numa serenidade altamente irregular.

Sorrio vendo-te entrar e lembro outras chegadas,

Saudosas do cálice de amor, sedentas de amar,

Que só terminavam nas perfumadas manhãs aladas.

 

Mas amor, ainda te reconheço companheiro,

Quando corres a mim, procurando colo.

Cuido-te, beijo-te as dores, é tudo o que peço.

Ser  amante, companheira, amiga, tua por inteiro.

 

Perdido, no fundo do sorriso, de teus olhos,

Ainda estás tu, e eu amor encontrava-te em cem,

Em mil,  pois tudo em ti está gravado nos meus poros.

A ti querido, pois o amor, é o melhor que a vida tem.

 

 

Manefta

 

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Sábado, 7 de Outubro de 2006

Anjos

Viajei no tempo e no espaço, sonhei, voei por partículas leves e soltas...
Sentei-me no fim de um tempo indeterminado, pulsando com calma e batimento suave.
Rodei, balancei-me no espirito e levitei na brisa .
Avistei ao longe seres leves e hipnotizantes, aproximei-me e soube que eram anjos.
Não pareciam, não tinham as famosas asas, nem os vestidos caídos, mas soube no mesmo instante que os vi. Anjos!
Seres telepáticos, eu seria incapaz de recordar os seus rostos quando dali sai-se.
Pensei ter encontrado um paraíso perdido na atmosfera, uma fonte de doçura e mansidão...
Eles não me viam, de alguma forma viajávamos em tempos diferentes.
E ouvi os seus sussurros...
Gritos surdos, maldições raivosas, ranger de dentes...
O Homem, o odioso Homem, tão imperfeito e tão amado pelo amo.
Eles, maravilhosos, poderosos, perfeitos... e o Amo insistia em pô-los ao serviço de tão reles raça.

Choravam lágrimas ensanguentadas e fel, surgiam metamorfoses estranhas à minha frente, mas não tinha capacidade para as compreender.
Mutavam-se constantemente, as leis físicas não faziam qualquer sentido ali.
Dois corpos em segundos tornavam-se em um, ou três, ou nada, embora ali estivessem. Fundiam-se, divertiam-se com os seus poderes, murmuravam, numa linguagem por vezes impossível de ouvir e compreender. Temiam o Amo!
Precipitavam-se uns sobre os outros de forma violenta, dissolviam-se em turbilhão até chegarem , um mais perto que o outro, à graça do seu Senhor.
E prostravam-se, mostravam brandura, baixavam a cabeça e agradeciam por mais um dia na Sua presença.
Deus ordenava que nos guardassem, que nos cuidassem, um dia e outro...uma eternidade.
Olhares de esguelha e sorrisos mortíferos, aguardavam pacientemente que o Amo se ausentasse...
Segredavam de novo. O Mestre ia longe, estava na hora de vomitarem todo o rancor que lhe ia no espirito.

Viriam à Terra tratar de nós, tal como cuidamos de rãs de laboratório.
Sorrisos negros e olhares perversos viriam em nossa direcção, em jeito de brincadeira sádica de criança endiabrada, seriamos as suas cobaias.... e riam histericamente .
Mais um dia de caça se iniciava.
E eu era de novo transportada para longe, via-me afastar dali, dos corpos curvos em sibilo agonizante.
Rodava novamente num turbilhão de espaços e tempos, esquecia tudo o que tinha visto, e não me importava...
Voltei a casa, e vi-me deitada, só parte de mim se tinha ausentado. Despertei sobressaltada, assustada.
Quando acordei ouvi um riso desdenhoso, escarnecedor,
ou terá sido ainda a dormir...?



Manefta

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Tempo

 

Amor é a vida...

Não vou ter tempo para te dizer
Aquelas outras milhares de vezes
Que queria, que és tudo no meu viver.
Teimo em enganar o tempo, os meses,
Mas, amor, ele não quer saber...

Amor é a vida...

Não vou, amado, conseguir mostrar-te
Todos aqueles sítios especiais.
Tenho que me limitar a adorar-te.
E se é a vida, que posso querer mais?
Doçura ele não quer saber...

Amor é a vida...

Guardo em cada célula do meu ser
Todo o teu cheiro, todo o teu sorriso.
Morria se preciso, para não te ver sofrer.
Mas o que faço se a vida também é isso?
Oh querido ele não quer saber...

Amor é a vida...

Um dia conhecemo-nos, ele deixou...
Rimos e vimos as mesmas estrelas,
Corremos na areia onde mais ninguém andou.
E estas alegrias fofura, podem todos tê-las?
Amado, que mais pode ele fazer?

Oh ...Amor...

Para ti, beijos e carícias de ternura.
Dá-me a tua mão e não pensemos na partida.
Existirmos juntos, foi provar a doçura,
Desta tão louca aventura.
Minha vida,
que mais podemos querer?




Manefta ( ao meu filho )

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Inveja

O que me dói a tua inveja,
o teu desassossego quando me encaras.
O que me doi ver que não me consegues amar,
e tentas..mas não páras...
O que me tortura procurar-te, precisar de ti e
sentir que te enervo.
A pena que tenho das tuas frustações,
do teu fel e rancor, quando te observo...
E não poder partilhar contigo a minha vida,
que não te interessa,
apenas esperas pela minha caída.
É oco o teu abraço e o teu sorriso,
finges que gostas, representas o teu papel,
mas nunca estás lá quando é preciso.
Estou cansada, vencida!
Não te consigo mudar.
Nunca pareces convencida
de que nos deveríamos amar.
Somente isso!


Manefta

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Música

  E a música nasceu!
Danço louca , pulo ao som da música violenta , no meu corpo já não corre sangue, mas ritmo.
Sinto-me livre e cheia de esperança. Naquela dança desenfreada liberto-me de todas as inibições.
Já não estou ali, mas numa floresta inexplorada e há muito que deixei de ser humana!
Ao som de uma balada divirto-me a seduzir os sérios magos preocupados com as suas porções mortais. Rio-me desses frágeis poderes, incomparáveis com os meus de musa enfeitiçada pela música.
Olhem para mim! – sussurro-lhes.
E danço, danço, danço. Rodopio e os meus pés descalços molham-se com o orvalho gélido da noite, as folhas rumorejam por cima da minha cabeça, estou coberta de lama e o vestido cola-se ao meu corpo transpirado.
O meu cabelo tem o cheiro de mil fragrâncias desconhecidas e a pele a alvidez do luar.
A floresta parou para me ver!
Tomada pela cadência continuo, revelo toda a música que vai em mim. Os seres da floresta como que hipnotizados, não tiram os olhos do meu feitiço.
Ao longe ouço tambores. Quentes e fortes batidas, chamam por mim, possuindo-me, sou tomada pelo fluxo da Terra.
Entrego-me a ela e vou ao encontro daquela batida sensual.
Inebriada pelo ritmo, ouço aqueles tambores cada vez mais próximos, mais fortes...Invadindo-me...
A música perto do fim, começa lentamente a retirar-me os poderes. Sou um corpo suado, extasiado. Mas... os tambores continuam...
Dentro de mim...

Os tambores do meu coração.

Manefta

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Beijo

Há muito que tinhamos vontade,
a espera era torturante,
no corpo andava a saudade
de um toque sempre hesitante.
Naquela hora, fechei os olhos
e nossos lábios tocaram-se,
perdi-me nos teus braços
e nossas bocas uniram-se,
num beijo longo, puro,
suave, humido e quente.
Abraçaste-me num murmuro,
numa jura entorpecente.
Olhamo-nos, sorri-te
partilhando o mesmo ar,
apercebi-me do teu convite,
agarrei-te e senti-me corar.
Uma descoberta de adolescentes...
E desta vez, beijamo-nos,
entrelaçavamo-nos,sofregamente,
apaixonávamos e rendiamos-nos,
por inteiro, ao doce sabor
da descoberta de um novo amor.
O Primeiro!


Manefta

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publicado por Manefta às 00:00
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Sexo Fraco?

Isto de ser mulher tem que se lhe diga...
Bocas e mais bocas afirmam... “ São o sexo fraco.. ”

Desculpem??

Pensem nisto:
Um agricultor semeia batatas, e vende-as ao distribuidor.
O distribuidor, vende-as ao vendedor, e o vendedor, vende-as à dona de casa.
Ora acaba na mulher o ciclo económico. Ninguém nos paga para confeccionarmos a comida, ir-mos comprá-la, escolher-mos o melhor preço, a melhor qualidade....
Durante séculos fez-se, e faz-se crer, que não fazemos mais do que a nossa obrigação, que devemos ficar felizes e contentes por prezar pela família, sem ganhar tusto.
Se uma mulher fica em casa, com os filhos, a pergunta já vem em forma de resposta: " Então estás em casa sem fazer nada , né? "

Claro, então não!!!
Limpar, lavar, passar, esfregar, levar ao médico os filhos, tomar conta deles, lembra-se de comprar o pão, trazer conforto a uma série de indivíduos, que fazem parte do ciclo económico do país, e como tal, vão no dia seguinte satisfeitos, nutridos, lavados e arrumados para mais um dia de trabalho, que sem estas premissas não seria tão rentável.
Se uma mulher engravida, bye, bye, promoções, e se não está efectiva, filhinha, já eras.
Uma empresa contempla : subsídio de alimentação, de transporte, de férias, seguro de saúde, pois são necessidades que qualquer homem tem, mas e a mulher?? É alienígena engravidar?? Claro dizem eles, subsidio e licença de maternidade até aos 4 meses. E metem-nos os dedinhos nos olhinhos e ficamos felicíssimas por poder estar com o rebento até aos 4 meses. Quando voltamos está uma fofa linda, de mamocas ao léu no nosso lugar, ou quase. Chamam ao abono de família, abono? Não me gozem!!

Façam as contas:
mensalmente: ( estimativa para quem poupa e anula muita coisa )
fraldas :17.50 E
toalhitas: 3.90 E
leite de farmácia : 20 E
papas: 15 E
legumes para sopa: 25 E
total: 89.40 E

Isto se não precisarmos de comprar roupa, calçado, biberões, chupetas, berços, roupa de cama, meias, roupa interior, brinquedos, vacinas... etc
Agora expliquem-me para que são os 23 euros mensais??? É gozar com quem trabalha não é??
A mulher hoje em dia já nem tem vontade de ter filhos, tem que abdicar de demasiada coisa.
Se uma mulher, bem sucedida, ganha o mesmo que um homem, dizem logo as bocas, que aquela andou a mamar uns para estar onde está. Mas eu digo-vos : " Filhinhos, mulher assim, tem que ser, 2 a 3 vezes mais esperta, que a maioria dos homens. Temos que provar logo à partida, que não somos putas e não vamos fazer favorzecos em troca de promoções, que somos eficientes e não só uma carinha laroca. Se nos embonecamos, não podemos!! Isso é provocar o homem!! Quem disse?? Foram eles...

Não existe uma única mulher à face da terra, que não saiba o que é ter medo de andar sozinha, na rua, à noite. Se vemos um homem, sozinho, apressamos o paço e respiramos fundo quando chegamos a casa. Provavelmente o tipo era pacífico e só ia para casa também. Mas quem sabe...?

E vivemos no medo.
Se um homem e uma mulher vão jantar...a convite do menino, este já está com a ideia filadinha de dar uma no final. Se a mulher até se está a sentir bem com as frases pseudo – mr sensivel, e julga estar à vontade, e pede marisco para o jantar...bem, ai já não será uma, vai ter que ajoelhar. Após um bom vinho , muita conversa e, tesão, decidem ir até um quarto de hotel. A coisa vai bem , o homem já vê o seu troféu no papo e, de repente, por algum motivo, um cheiro, uma palavra, alguma coisa que se possa lembrar, a mulher já está noutra, e só lhe apetece falar ou até ir embora. Está preta a coisa, então a gaja comeu e bebeu e agora quer conversar, quer ir embora??
Nem pensar!! E se por acaso não for violada, a mulher sai do hotel sozinha, porque o homem amuou e já não está numa de investir mais nada.
Se for ao contrário a mulher volta para casa, com ela aos saltos e a pensar que fez alguma coisa mal, com sentimento de culpa..

Competimos umas com as outras, porque é quase impossível competir com eles, nesta sociedade machista. E acabamos por ser as nossas próprias inimigas.
Está implícito em tudo, são muitos séculos disto, até os homens mais queridos, dizem : " querida, hoje limpei-te as janelas ." Ya, têm o meu nome escrito ...
Desdobramo-nos. Querem tudo de nós. Mães, profissionais, cultas, divertidas, sempre bonitas e elegantes, boas na cama. E nós alinhamos, só para provar que conseguimos. Claro que conseguimos!!!

Levamos logo à nascença com o preconceito, temos a vida toda período menstrual, que é de pôr uma mulher maluca nesses dias e tudo gira normalmente. Temos gravidez, parto, pós - parto, criamos os filhos, menopausa, que como se já não bastasse, por si só, no final deixa-nos fracas de ossos, cabelo, unhas. E quando já não temos a preocupação, pelos dois, de tomar a pílula diariamente, já mais de metade da nossa vida passou.
E vêm-me falar em sexo fraco??? Vão para o raio que vos parta!!!
Querem fazer crer que já atingimos a igualdade? Isto nem devia ter sido objecto de discussão. Somos metade da população.

Sempre que se vê uma mulher a fazer alguma coisa que geralmente são os homens, lá vem o espanto, os “Ahs” e os “Ohs” como se estivessem a olhar para um macaco numa bicicleta.
É difícil encontrar uma mulher num cargo de direcção ou na política. As que encontramos, ou bem que são meninas do papá e herdaram tudo, sem ter que, tal como o salmão, fazer aquela escalada, que o transforma ao ponto de não ser o mesmo e a única coisa que lhe resta é morrer, ou quando finalmente chegam ao Private Club do poder masculinizado, deixam a sua feminilidade de lado... Ou parecem homens com mamas e testículos na testa, ou até são muito bonitinhas , mas são as maiores cabras à face da terra, as primeiras a despedir grávidas e mães.

Só para terminar, pois este assunto é por demais extenso, reparem que até na linguagem. Omitir a culpa masculina é também uma forma de machismo. Por exemplo:
Pedófilia : etimológicamente significa “aquele que gosta de crianças” somos todos pelos vistos...
Como é um crime que geralmente são os homens que cometem contra as crianças... escolheu-se este nome.
Violência doméstica, conjugal: pois já percebemos que é em casa e entre o casal, o que eles fazem de conta é que não são os homens que geralmente exercem essa violência.
Crimes de Gangs : ok, adoptamos a palavra, faltava-nos para explicar que existem grupos maioritariamente de rapazes que andam por ai a fazer poucas e boas.
Nomes muito bonitos, para quem arranjou outros, como “puta, vacarrona, cabra, putéfia...” para uma mulher, que por exemplo, só vende o próprio corpo. Até nesses paralelos, o homem mais uma vez é o explorador, “o chulo” , quando se vende é só “ prostituto”. ( teve que ser, a palavra prostituta era facilmente declinável no masculino )

A treta do masculino imperar no feminino. Estão 4 mulheres e 1 homem, devemos referirmo-nos a esse grupo como eles, aqueles, estes.
Os meninos de hoje, crescem a ouvir os grandes feitos que os seus antecessores masculinos realizaram, mas as meninas, mais uma vez, ficam sem precedentes, sem inspiração, que lhes mostre que é possível singrar, pois aquele grupo de mulheres e um homem, passou a ser todo de homens. O que não estará omitido na História....

De facto, mulheres antes de nós, lutaram e morreram por causas absurdas, como poder votar!!! Para agora muitas de nós, nem exercermos esse direito. Deram-nos rebuçadinhos e acalmaram-nos o espírito, afirmando que estava alcançado o sonho da igualdade. A gaiola é apenas maior e de vidro, pior pois não se vê a sua delimitação.

Muitos seriam os homens que ao ler este texto diriam “ Esta gaja deve faltar-lhe uma coisa que eu cá sei “ ou “ Estas feministas...”
São só mais algumas frases limitadoras do espírito, para incutir vergonha, receio, por falar, expressar o que ainda não está bem, não senhora. Frases muito bem arranjadas, pelos avós, dos vossos avós... e que muitos de vocês, por estarem do lado de fora da gaiola, nunca repararam.



Manefta

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Domingo, 1 de Outubro de 2006

Haja Pachorra!

Haja  pachorra! Às vezes gostava de virar um espelho a certas pessoas, talvez ficassem mais humildes e respeitassem mais os outros.

Isto da net e dos chats torna-se uma treta, à custa de tanta gente maluca que anda à solta.

As quarentonas andam à caça de meninas, no intervalo em que vão levar uma cerveja e outra, ao cavalo do marido.

Os meninos, esses, em qualquer idade que se apresentem, tendem a ser rudes e malcriados.

Mas só fazem isso porque,  julgam eles, ninguém vai notar que não passam de uns falhados, cheios de borbolhinhas , tadinhos, à espera que a vizinha ganhe idade para a mamã dar a aprovação.

Deixam a mamã e passam para os cuidados da vizinha, boa moça , muito prendada, graxas a deux noxo xenhore, que terá a sorte de poder lavar as cuecas do marmanjo o resto da vida!

Depois vem o imberbe queixar-se na net que o casamento está mal, e anda carente....fuck you, façam alguma coisa por vocês abaixo!! Têm uma mulher que não se importa de dormir com vocês e vêm falar mal dela??

É detestável!! Há todo um machismo implícito na treta do pseudo- Mr. Sensível.

Dão-se ao luxo de mandar textos completamente banais, sensaborões, fúteis , que só nos fazem rir, mas quando os espertinhos se enganam no copy paste e, enviam o mesmo texto que supostamente seria uma mensagem única e espontânea, é de gritos!!!

A malta até lhes dava o desconto, podiam não estar nos melhores dias, mas afinal aquela javardice é o melhor que eles sabem!!!! Ridículos!!!

Respeitem as mulheres!!!

No raciocínio deles qualquer mulher que encontrem na net, é uma badalhoca que anda à procura ..... precisamente deles!!!!??  Sendo assim acham- se no direito de insultar e desprezar a inteligência das pessoas.

Não passam de uns meninos, nem que tenham 90 anos, pois andaram a mamar nas mamas da mamã até se casarem , mas mesmo assim não respeitam uma mulher!!

Querem mulher vão à rua .... não procurem na net!!! Mas não pode ser né .... ai podiam ver a vossa tromba e o fedor de quem nem toma banho só para poder insultar mais uma mulher ou duas.

A maioria das vezes só provocam riso com a vossa ingenuidade, mas há dias em que cai mal tanta arrogância e má educação! Afinal de contas não somos vossas mãezinhas para gramar com as birrinhas dos tóninhos.

Não espero mudar nada com isto , mas pode ser que ajude alguém....nem que seja a melhorar nos coros!

Manefta

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Pensamentos...quase, quase...profundos!

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